De vez em quando me dá uma vontade absurda de fumar.
Pedi um trago. Bleargh! Me arrependi.
E continuo com vontade… é tão frustrante..
31 de Março de 2005 às 15:38 JuPisa
De vez em quando me dá uma vontade absurda de fumar.
Pedi um trago. Bleargh! Me arrependi.
E continuo com vontade… é tão frustrante..
31 de Março de 2005 às 15:38 JuPisa
Eu já havia comnetado (pessoalmente) com vocês da maravilha de painel que fizeram na academia, né?
Fizeram uma série de colagens de recortes de revista e com canetinha tem as “aniversariantes do mês”. Aquilo tinha me causado um incômodo sem tamanho. E eu não tinha muita certeza do por que.
Aí eu descobri. A Ivanilda (que faz serviços gerais aqui na empresa), tem um caderno de colagens. Quando ela acaba o serviço dela fica fazendo recortes em revistas e colando no tal caderno. Depois lembrei que as empregadas que trabalharam na casa da minha mãe faziam isso também, mas nas paredes do quarto.
Abaixo, o trabalho da Ivanilda:

E agora, para melhor comparação, o que fizeram na academia:

Fala a verdade, só falta o poster do Fabio Jr, hein?!?! Me sinto fazendo ginástica no quarto da empregada…
30 de Março de 2005 às 14:19 JuPisa
Normalmente eu odeio comprar roupas.
Quando a roupa é elegante, é absolutamente desconfortável. Se é confortável, é horrorosa. Isso quando serve, é claro…
Experimentar roupa é um saco. Os provadores sempre são pequenos, abafados, não tem onde se apoiar e não consigo parar de pensar que estou descalça (ou de meia) naquele chão sujo…
Além disso, alia-se uma total inaptidão de olhar uma roupa e saber se ela vai ficar boa em mim ou não. Acho linda no cabide, quando experimento me sinto um botijãozinho de gás ou um colchão amarrado. O que não ajuda em fazer com que o processo seja menos doloroso.
Em compensação, quando é minha mãe que vai comprar roupa, me divirto horrores experimentando. De todo tipo. As horríveis, as bregas, as divertidas, as bonitas, as que eu jamais usaria, as que usaria, mas não pagaria por isso. Experimento blusas de lantejoulas e calças douradas com padrão de cobra. Blusas pretas. Vestidos chiquérrimos de festa. Camisas simples, estampadas, transparentes.
Acho que é como brincar de ser adulto no armário da mãe. E no meio desse monte de roupas que experimentei, achei o vestido perfeito.
Esse é “O” vestido.
Ele não incomoda, é fresquinho (sou calorenta) e fica até que elegante (se comparar com o quanto ele é confortável então, parece impossível que seja bonito).
Coloquei ele hoje. Mas esqueci que tem ar condicionado e calorentos no trabalho. Estou morrendo de frio.
2 comentários 29 de Março de 2005 às 10:36 JuPisa
Todo mundo diz que a piscologia de incentivo positivo sempre tem resultados melhores.
Concordo. Na maioria dos casos.
Mas um bom puxão de orelha, na hora certa, tem um resultado indiscutível!
O meu puxão de orelha será hoje na balança da academia. Essa páscoa foi uma orgia alimentar! E nem teve muito chocolate…
2 comentários 28 de Março de 2005 às 16:39 JuPisa
Mais uma vez, citando o blog da Carla, ela falou sobre um seriado americano em que é retomado o assunto de determinismo biológico para comportamentos humanos.
Como acabei de ler um livro do Jay Gould (”A Falsa medida do homem” Ed. Martins Fontes) e que fala exatamente sobre o determinismo biológico e, principalmente, na sociedade americana.
Lombroso (médico italiano) defendia a teoria que traços primitivos mostravam características criminosas atávicas. Portanto, se a descrição do criminoso encaixasse nos padrões anatômicos, ele deveria ser culpado e seus crimes poderiam não ser limitados apenas aos descobertos. Por outro lado, se o assassino piscopata tivesse a aparência inocente poderia ser apenas um deslize e seus crimes deveriam ser vistos de outra maneira.
Tudo isso baseados em preocupações realmente legítimas de proteger a sociedade de danos, de conseguir identificar um criminoso ANTES de ele cometer um crime. Ele (e outros cientistas que concordavam com ele) tinham boas intenções, e para a época - século XIX - eram liberais, humanitários, progressistas e da escola “positivista” de criminologia (usando princípios empíricos e objetivos no lugar do especulativo).
Isso teve uma influência enorme em todo o sistema penal americano. Criou condições melhores nas cadeias, os presos eram monitorados pelo seu comportamento, redução de pena e a liberdade condicional foram instauradas. (Afinal, criminosos ocasionais poderiam ir para lá eventualmente).
A influência foi maior nos EUA em relação à Europa, aparentemente pela resistência dos magistrados europeus (da escola clássica) menos receptivos à inovação.
O que me levou a escrever tudo isso é só para expor uma coisa que tenho observado (agora que tenho TV a cabo). Como o americano tem a tendência a transformar as coisas em métodos, para “cientificar”. A impressão que eu tenho é que eles criam manuais e métodos para qualquer coisa. Os telemarketings tem manual. Eles tem fórmulas para filmes (5 explosões + 1 caso de amor = filme para homem que uma mulher possa assistir).
Eles são especialistas em criar listas, checklists, métodos, manuais. E acreditam que se levarem os métodos seriamente estarão produzindo ciência.
E a ciência só produz verdade, como todo mundo sabe…
2 comentários 24 de Março de 2005 às 11:38 JuPisa
Estava falando com o Dani sobre o processo de aceitação em que estou. No momento estou tentando não rejeitar a idéia de um regime.
Segundo o pscicólogo (aliás, falei com ele hoje sobre isso) a gente tem uma reação natural (e infantil) de rejeitar as coisas, principalmente se elas são impostas.
Abandonar o cigarro foi um processo longo, por que a fase de aceitação de “estou errada e tenho que parar” é demorada. Parar mesmo foi até que rápido. E a decisão foi de momento.
Ginástica a mesma coisa, lutei contra por muito tempo. Ouvia as pessoas falando “faço por que gosto” e não conseguia entender. Eu fazia a ginástica e só pensava “como alguém pode gostar? É chato, é cansativo, não é bom!”.
Agora que aceitei que tenho que fazer - e que sim, é chato - que entendo. Não é na hora que é bom. É todo o resto do tempo que é muito bom. Eu estava tão refratável à idéia de exercício, que só pensava nele e não prestava atenção no resto. É como se ele devesse ser bom a ele mesmo (e não ao resto da minha vida, só NAQUELE momento).
Agora, quando me sinto bem durante o resto do dia, a ginástica fica melhor, deixa de ser um sacrifício e passa a ser apenas um processo “não agradável” para chegar em algo bom.
Estou começando a deixar a idéia do regime entrar, mas ainda não me “comprometi”. Estou aceitando…
2 comentários 22 de Março de 2005 às 16:02 JuPisa
A Carla estava falando sobre cafonices de verão. Lembrei de várias, e na maioria delas a companhia era a mesma pessoa: a Thaís.
A gente estudou no São Domingos, desde a primeira série. No começo não éramos amigas. Eu não gostava dela (e acho que nem ela de mim).
Um dia, saindo da aula, queriam dar uma ovada nela (lembram disso?), e como eu nunca gostei desse tipo de brincadeira, ofereci refúgio na minha casa (que ficava do lado do colégio).
Depois desse dia a gente começou a ir muito uma na casa da outra. Começamos a fazer juntas natação, trabalho de escola, viagens, passeios e micos.
Os micos mais memoráveis eram quando íamos para Bertioga. Os pais dela tinham casa lá e nos finais de semana, íamos até o terminal Jabaquara e orgulhosamente entrávamos no ônibus para Bertioga. Descíamos na balsa, andavámos 4 Km pela praia (cantando “Amante Profissional”) com mala nas costas para chegar na casa que não tinha caseiro.
Juro que me pergunto o que nossos pais tinham na cabeça de deixar 2 meninas de 12 anos fazerem essas coisas..
À noite a gente ía para o Sesc Bertioga aproveitar a danceteria. Colocava minisaia da Philippines, blusinha verde-limão com rosa-shock da OP e gel com glitter, ensaiava passinho e gritava feito louca quando tocava “Óculos” do Paralamas do Sucesso. Isso era no auge dos anos 80. Quando se dançava new wave e cantava Ultrage a Rigor e Blitz.
De manhã, praia para tostar no sol e exibir o maravilhoso bronzeado lagosta na danceteria. A gente treinava diálogos imaginários com os meninos, fazia promessa para eles olharem para a gente, e combinava de usar roupa parecida para não ficar diferente.
Hoje sinto falta da Thaís. Ela foi quase minha irmã nesse período. A gente trocava roupas, caderno, confissões.
Mas hoje nossas vidas estão tão diferentes. Ela casou com o namorado que ela conheceu no colegial, tem duas filhas…
A gente se falou no encontro do São Domingos no ano passado, mas foi como tentar voltar a fumar. Foi estranho, não são mais as mesmas pessoas, nós duas mudamos.
Mas ainda é muito legal de lembrar
2 comentários 21 de Março de 2005 às 17:01 JuPisa
Juro que eu achava que se eu fosse burra seria feliz. Mas descobri que estou ficando cada dia mais burra e não estou ficando mais feliz.
Hoje no icq, conversando com o Dani sobre o que é um clássico, percebi como me acomodei no deserto de cérebros que estou rodeada.
Estou ficando mais devagar para entender as coisas, sem imaginação, analfabeta, e pior: triste.
Eu sempre gostei de ler. Mas sabe quando vc começa só a ler coisas para trabalho (de faculdade ou do emprego?) e aquilo passa a ser uma obrigação?
Além do mais, por mais que eu goste do Jay Gould, aquilo não estimula a imaginação. Não tem personagens que te envolvam na história. Fica chato. Não dá vontade. Dá preguiça.
E eu costumava revisitar os personagens quando acabava o livro para matar a saudade deles….
Novo projeto, a começar hoje: ler um livro ao invés de ligar a tv.
4 comentários 17 de Março de 2005 às 17:52 JuPisa
Nunca me considerei feminista. Aliás, para algumas coisas, beiro o machismo. Qualquer um dos extremos (como qualquer extremismo) perde a razão. Tem coisas ruins e boas de ser mulher.
Útero. E isso envolve mais problemas que pode parecer a principio. Tem que fazer depilação. Tem que agüentar descasos machistas sobre a sua opinião. Os salários são (geralmente) mais baixos. Vc não fica nervosa, fica histérica. Vc pode ser mal-amada (nunca vi homem “mal-amado”).
Mas ao mesmo tempo, os homens não te deixam carregar peso. Vc sabe que se perguntar o que aconteceu, nunca vai escutar um “Nada” irônico. Vc pode se dar ao luxo de fazer uma merda no trânsito e pedir desculpas com cara de “ai desculpa, é mulher, sabe?”. Quando vc mostra que sabe do que está falando com segurança, gera uma surpresa maior, afinal ninguém espera isso de uma mulher. Não precisa fazer barba TODO DIA (vcs pensaram nisso na hora da depilação, não é?).
Mas o melhor, melhor mesmo, de ser uma mulher heterossexual é saber que no dia que vc chegar em casa cansada, com cólica e dor de cabeça nunca vai escutar um “A gente precisa conversar”.
1 comentário 16 de Março de 2005 às 17:05 JuPisa
he he he
Acho que consegui resolver o problemas dos “olhos”.
Pelo menos de um local. Tem um pequeno probleminha de eu não ver tb, mas é um pequeno preço por uma sensação de privacidade por aqui.
E ainda posso postar e ver comentários pela área administrativa
2 comentários 14 de Março de 2005 às 16:43 JuPisa
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