Espírito natalino
Quando eu era criança queria ganhar os presentes. E isso era divertido.
Não entedia muito bem essa coisa de “reunir a família”. Iam na ceia as mesmas pessoas que estavam todo domingo na casa da minha avó. Depois que meu pai morreu o natal passou a ser eu e a minha mãe apenas. E algumas vezes ela trabalhava no natal. Era uma época solitária, pois todo mundo passava com as imensas famílias cheias de irmãos, tios, primos e etc.
Depois de um tempo passou a ser um martírio. Tinha que comprar presentes, fazer amigo secreto e participar de festinhas de fim de ano. Para mim passou a ser a data da hipocrisia. Quando todo mundo era um bom cristão e só se deseja coisas boas aos outros. Todos festejam felizes o ano que passou e as alegrias que viveram, com muita bebida, comida e fogos de artíficio.
Hoje estou num meio-termo. Fico feliz de passar o natal com a família do Gu. E até entendo melhor essa história de reunião.
Mas porque as pessoas precisam comemorar com tanto barulho? Para que tantos fogos e tantos bêbados?
E por que, principalmente, tem que fazer a bosta da festa de fim de ano bem embaixo da minha janela?!
16 de Dezembro de 2005 às 23:10 JuPisa