Arquivo de Maio de 2006
Tenho me perguntado muito isso nos últimos tempos. E não achei nenhuma resposta. A impressão que tenho é que somos um território, não uma nação. Cheio de saqueadores e mercenários.
Quem tem dinheiro e poder, leva tudo o que puder. Para qualquer lugar. De preferências para pequenos paraísos fiscais ou pequenas “repúblicas” dentro do próprio território, comandadas por leis próprias. Quem não tem dinheiro ou poder, apenas sobrevive como pode se esforçando para não atrapalhar os saqueadores, por puro medo.
Afinal, num território sem dono, não custa nada matar esses coitados que tentam sobreviver.
Acho que só os indios de antes de 1500 poderiam ser chamados de brasileiros. Todo o resto (e me incluo nisso sim) são apenas moradores desse teritório sem lei, moral, ética, direção ou controle.
Mas a paisagem é linda.
23 de Maio de 2006 às 18:23
JuPisa
Acabei de notar que nos dois anos que tenho blog o único mês que eu não faço post algum é setembro! Nos dois anos!
Por que será?
às 13:58
JuPisa
Pessoas que acreditam em Deus ou “algo mais” sempre me perguntaram como eu conseguia viver sem achar que existia algo depois da morte. Como eu poderia viver achando que tudo iria acabar?
Eu sempre perguntava de volta como elas podiam viver uma vida inteira pensando que ficaria bom só depois de morrer.
Acho que dar mais importãncia para algo depois da vida é desvalorizar a sua própria vida. O Caminho é que é legal.
às 13:15
JuPisa
Descobri qual era o problema da Haru. Eu achando que era trauma de mãe…
Ela sofre de ansiedade! Tadinha! Ela tem energia demais e eu negligenciei as saídas na rua com elas nessas duas semanas.
Depois que li isso, resovi brincar com ela por meia hora, jogando bolinha, tentando ensinar a sentar, essas coisas. Parou a tremedeira e ela ficou feliz.
O trauma dela era da mãe humana aqui.
às 13:01
JuPisa
A Haru (também conhecida por loirinha) sempre foi ladra de comida. Desde pequena.
A gente sempre deu um ossinho para a Preta e um para ela. Assim que a Preta olhava pro lado, lá ía a peste e roubava o ossinho.
Desde a semana passada ela não rouba mais os ossinhos. Achei um machucadinho perto do olho dela. Desconfio que ela levou uma surra da Pretinha.
O problema é que agora a Haru fica no meu colo o dia todo. quando coloco ela no chão, ela começa a tremer e pedir colo. Será que vou ter que arrumar terapeuta para a loirinha perder o trauma de mãe?
22 de Maio de 2006 às 19:01
JuPisa
Minha mãe foi em umas reuniões de budismo uma época. Ela desistiu quando ouviu o depoimento de uma moça:
O Busdismo me ajudou muito! Semana passada eu capotei o carro pela sexta vez, mas não fiquei nervosa! Graças ao budismo.
Depois da semana inteira com o site dando problemas, estou como a moça.
Nem fico mais nervosa. E nem precisei virar budista para isso.
19 de Maio de 2006 às 14:15
JuPisa
Alguém já pegou um trabalho amaldiçoado? Estou com um nas mãos há duas semanas.
TUDO deu errado. Parece que quanto mais a gente confia que vai dar certo, dá um erro diferente.
E hoje até o provedor onde está hospedado caiu. Um provedor americano, que a gente achou que dificilmente daria problemas.
Será que padre benze site?
às 11:59
JuPisa
Estou transformando meu computador em um terminal burro.
Agora é tudo online; desde documentos (word, excel e powr point) a desktop.
Fascinante
14 de Maio de 2006 às 16:56
JuPisa
Mulheres são complicadas.
Eu sei por que vivo com uma (eu mesma, antes que alguém pense bobagem).
Para falar a verdade, acho que nem mesmo mulheres sabem bem o que acontece com elas.
Eu não sei, não faço a mais vaga idéia de como funciona a mente feminina.
De vez em quando eu tenho um ataque de raiva compulsiva que culmina numa crise de choro daqueles de ” a vida não tem sentido” (esse foi um ataque recente, por isso o exemplo). Ou então eu consigo me convecer que devo fazer alguma coisa pelo motivo mais idiota. E pior: eu acredito no motivo! E depois me sinto uma besta por ter acreditado numa mentira tão deslavada que eu mesma criei.
Hmm.. eu preciso pegar esse doce com 567 Kcal, por que…. er…. hã…. Ah! Por que eu comi salada antes e as fibras vão ajudar a absorver a gordura, então não deve engordar tanto, certo?
sim, claro, é verdade… li isso em algum lugar…
Ou então a gente se sente sozinha, abandonada, sem ninguém por perto e naquele momento bate um desespero absoluto, irracional. A gente não racionaliza, reage (e geramente - mas nem sempre - faz bobagem).
Por que?
Não sei. Mas acontece.
Não vou cair no “mulheres devem ser admiradas e amadas como são, e não coompreendidas”. Aliás, isso é uma tremenda bullshit. Mulheres são pessoas como todo mundo e que surtam de vez em quando.
Juro que eu gostaria de enteder essas tempestades que a gente mesma cria e não consegue sair, mas no momento estou feliz de aceitá-los como um fato da vida.
Nessas horas fico pensando como é ser homem. Primeiro sem saber como é um ataque hormonal (é uma experiência… digamos… única) e conseguir viver de uma maneira tão absolutamente racional.
8 de Maio de 2006 às 22:20
JuPisa